A flutuação dos custos de materiais de construção afeta diretamente o valor final de um imóvel comprado ainda na planta, especialmente nos contratos que preveem o reajuste pelo INCC. Diferente de um imóvel pronto, onde o preço é fixo no momento da assinatura, a aquisição na fase de obras exige atenção a uma mecânica financeira que acompanha a inflação do setor, e não apenas o índice geral de preços ao consumidor.
O mecanismo de atualização das parcelas durante o período de construção baseia-se na premissa de que o custo da obra sofre alterações conforme o preço do aço, cimento, mão de obra e outros insumos básicos se elevam. Quando o custo desses itens sobe, o saldo devedor que ainda não foi quitado é corrigido periodicamente.
Ao avaliar a compra, é comum encontrar duas formas distintas de lidar com o orçamento da obra. Cada uma delas impõe um tipo de desafio ao comprador e altera a forma como o saldo final é encarado.
Entender como a variação de insumos atua permite que o comprador se prepare para o momento da entrega das chaves, quando o saldo devedor restante geralmente precisa ser quitado via financiamento bancário ou recursos próprios.
Qualquer decisão tomada sem considerar a evolução histórica do índice escolhido em contrato traz um risco desnecessário ao orçamento familiar, exigindo que o comprador esteja ciente de que o valor do imóvel na entrega será, quase invariavelmente, superior ao preço de venda original.